sábado, 12 de janeiro de 2019

Camilo faz a coisa certa: contra o terror, ou o Estado vence ou vence

Não há recuo possível. A única opção é a derrota completa das facções. É o Estado de direito ou a barbárie. Negociar, jamais. Não se negocia com criminosos. Prisão é prisão. As regras do Estado é que devem prevalecer. Sempre. É corretíssima e merecedora de apoios a postura mais dura adotada pelo governador.

Camilo Santana está agora fazendo a coisa certa. Arregimentando forças políticas, estabelecendo parceria administrativa com o Governo Federal, convocando policiais da reserva, aumento das horas extras, apresentando uma a lei da recompensa para cidadãos que informarem sobre criminosos (incrível que isso ainda não fosse uma prática), convocando novos agentes penitenciários (é nas prisões o epicentro do terror). Enfim, é uma luta em que o Estado ou vence ou vence.

Politicamente, Camilo Santana só pode olhar pra frente. Sem vacilos. Se não infringir uma derrota clara ao crime organizado, se não tomar de volta para as mãos do Estado as penitenciárias, o governador vira um pato manco. Na política dos EUA, o termo designa aquele chefe de executivo que foi abatido por um escândalo ou por uma grande derrota. Vira uma espécie de zumbi que apenas vai cumprir tabela.

Certamente, Camilo Santana sabe o impacto e o significado do momento em sua trajetória. Em tais circunstâncias, todos os de bom senso saberão dar apoio ao governador. Não há outra atitude razoável que não esta. Afinal, sua derrota será a derrota da sociedade. Portanto, é seguir em frente com a firmeza que o momento impõe.

Claro que o movimento de agora (tomar o controle das penitenciárias das mãos das facções) deveria ter sido  adotado há bem mais tempo. Excesso de cálculos políticos atrapalham.

Separar presos de acordo com a gang a qual pertence é um erro que chega a ser simplório. Significa entregar o domínio da instituição pública ao bandido faccionado. Lá, todos os que não sejam da facção vão, é claro, virar escravos da mesma. Lá, forma-se um estado paralelo. Inadmissível.

O fato é que o movimento de agora merece o apoio de todos, incluindo as forças políticas. Mostrando inteligência e maturidade política, o deputado federal eleito, Capitão Wagner (PROS), um opositor de Camilo, entendeu a dimensão do momento e agiu de forma exemplar ao ligar para o governador, apoiando as novas posições. Afinal, são as posições certas e sempre defendidas por Wagner.

Líder da corporação, Wagner entende também que os policiais militares, civis, bombeiros e agentes penitenciários são a representação do Estado que está se expondo de forma muito direta nas ações. Dessa forma, tronando-os mais valorizados pela sociedade. Não há outra coisa a se fazer que não apoiar esses bravos servidores públicos, que colocam suas vidas a serviço da sociedade.

Claro que tudo precisa ser feito no rigor da lei. Porém, com a máxima firmeza e com a compreensão de que o momento não é para mimimis. Firmeza de propósito, postura dura e nada complacente não significa desrespeito às leis. Sim, o repeito às leis é fundamental. Fora disso, não se constrói uma civilização digna do nome.

Por Fábio Campos, no Focus.jor