quinta-feira, 15 de junho de 2017

Quadra chuvosa: Ceará fica dentro da média histórica em 2017

Encerrada no último dia 31, a quadra chuvosa de 2017 no Ceará registrou precipitação em torno da média histórica, com desvio percentual de -7,7% em relação à normal climatológica (1981-2010). A avaliação do quadrimestre de fevereiro a maio foi divulgada pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), na manhã da última terça-feira (13/6).

Durante o período, foi registrado o total de 554,5 mm de chuvas em todo o território cearense. A média se situa entre os limites 505,6 mm (inferior) e 695,8 mm (superior). O mês mais chuvoso foi fevereiro, com 32,6% de desvio positivo, seguido de março, que deteve um pequeno desvio positivo de 1,1%. O mês de abril apresentou desvio negativo (-39,4%), e maio também (- 27,9%).

Durante os meses de fevereiro a maio, o Ceará, em 2017, apresentou um quadro pluviométrico melhor do que nos anos de 2016 (-45,5%), 2015 (-30,3%), 2014 (-23,4%), 2013 (-39,3%) e 2012 (-49,6%). Nos últimos 10 anos, os períodos de fevereiro a maio menos favorecidos ocorreram em 2010 (-49,7%). Um longo período seco, de cinco anos consecutivos, ocorreu entre 2012 e 2016. Os anos de 2008 e 2009 apresentaram quadras chuvosas acima da média, e o ano de 2011, em torno da média. A última vez em que se registrou uma quadra chuvosa semelhante à de 2017 foi em 2007 com um desvio de -5,1%.

De acordo com a climatologia, março e abril são os meses mais chuvosos, cumprindo média de 203,4 mm e 188,0 mm, respectivamente. Já em fevereiro, a média mensal para o Ceará é de 118,6 mm. Em maio, o número alcança 90,6 mm. A tendência de redução, relativa à climatologia mensal, das chuvas ao longo da quadra chuvosa foi indicada no prognóstico detalhado no mês de janeiro de 2017 pela Funceme.

Regiões mais afetadas
A região do Cariri foi mais afetada ao longo do quadrimestre chuvoso, com desvio percentual de -23,2%. A sequência traz: Sertão Central e Inhamuns (-20,4%), Jaguaribana (-15,5%), Ibiapaba (-6,2%), Litoral Norte (4,3%), Litoral de Pecém (6,0%), Maciço de Baturité (8,7%) e Litoral de Fortaleza (14,2%). As macrorregiões Ibiapaba, Litoral Norte, Litoral do Pecém, Litoral de Fortaleza, Maciço de Baturité e Jaguaribana ficaram com o acumulado em torno de suas médias históricas, enquanto as macrorregiões Sertão Central e Inhamuns e Cariri, situadas entre o Centro-Sul do Estado, apresentaram chuvas abaixo da média.

Próximo ano

De acordo com a Funceme, o ano de 2017 deve seguir sem grandes expectativas de precipitações extremas que possam gerar grande impacto sobre a crise hídrica no Estado. Quanto a perspectivas para 2018, a instituição garante que ainda é preciso esperar.