segunda-feira, 5 de junho de 2017

Comitê de Prevenção de Homicídios apresenta dados de mortes entre jovens

O Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência lançou, na manhã desta segunda-feira (05/06), o relatório “Trajetórias Interrompidas – Homicídios na adolescência em Fortaleza e em seis municípios do Ceará”, desenvolvido pelo Colegiado. Também foi apresentado o Índice de Homicídios na Adolescência em 2014, desenvolvido pelo Fundo das Nações para a Infância (Unicef), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Governo Federal.

Esse estudo apontou que o estado do Ceará e a capital, Fortaleza, lideraram, em 2014, os índices de homicídios de jovens entre 12 e 18 anos. O Estado possuía uma taxa de 8,71 mortes por mil adolescentes. Já Fortaleza foi a capital com maior mortalidade juvenil, com 10,94 mortes/mil. A média nacional é de 3,65 mortes a cada mil jovens.

O presidente da AL, deputado Zezinho Albuquerque (PDT), ressaltou que todos os 46 deputados têm se mostrado sensíveis aos problemas que enfrentam os adolescentes do Estado. Ele lembrou que a AL desenvolve, há quatro anos, a campanha Ceará sem Drogas, procurando esclarecer os jovens sobre os riscos da dependência química.

Entre outras ações, a campanha estimula a instalação, nos municípios, dos conselhos de políticas sobre drogas. Na solenidade, o presidente assinou ato deliberativo que garante a continuidade das atividades do Comitê por mais 18 meses - uma parceria da Assembleia Legislativa com o Governo do Estado e o Unicef.

A vice-governadora Izolda Cela (PDT) avaliou como grave a violência que tem provocado a morte de jovens e adolescentes. Ela ressaltou que há padrões que se repetem nos territórios – como crime organizado, tráfico de entorpecentes, evasão escolar, extrema pobreza, falta de oportunidades aos jovens e violência doméstica.

Para ela, é necessário um trabalho articulado de diversas áreas para combater o problema. Nesse sentido, a vice-governadora citou o trabalho do Pacto por um Ceará Pacífico, que faz uma abordagem intersetorial do combate à violência. Entre as ações estão a reestruturação do sistema socioeducativo estadual; políticas na área de educação, além de ações do Poder Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público, entre outros.