quinta-feira, 18 de maio de 2017

Efeito JBS – Dia de horror para o mercado, com bolsa despencando

A quinta-feira começou cinza para o mercado, depois da informação de que Joesley Batista, controlador da JBS, gravou o presidente Michel Temer concordando com pagamentos para manter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. A bolsa brasileira abriu em queda de mais de 8% na casa dos 61 mil pontos.

Ações como a da Petrobras e da Vale abriram em leilão, com a Petrobras sinalizando queda de 20% na abertura, a Vale caindo mais de 13% e a Ambev quase 8%. O clima de incerteza faz com um circuit-breaker já seja esperado pelos investidores. Alguns analistas enviaram aos clientes comunicados dizendo que há grandes chances da paralisação ocorrer.

O mecanismo, que paralisa as negociações em 30 minutos, só é acionado quando as cotações superam o limite de 10% de alta ou de queda. Na volta das negociações, se a queda atingir 15 por cento ante o encerramento do dia anterior, os negócios são suspensos por 1 hora. A última vez em que isso ocorreu foi em 2008, em meio à crise internacional.

Os contratos de Ibovespa Futuro com vencimento para julho caíam mais de 10,02%, atingindo o limite máximo permitido de 61.180 pontos. Seguindo as regras da Bolsa, novos negócios não poderão ser fechados hoje abaixo dessa pontuação.

Dólar Futuro
O dólar futuro disparava nesta quinta-feira, atingindo o limite máximo permitido de 3,3235 reais para este pregão, depois de denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. Segundo informações da B3, a bolsa brasileira, o dólar futuro tem limite de negociação diária de 6 por cento, para cima ou para baixo e, uma vez atingido, só podem sair negócios dentro desse nível.

No início da manhã, não foram registrados negócios no mercado à vista, com os investidores evitando tomar posições diante das graves denúncias.

Juros
As taxas dos contratos futuros de juros operavam em forte alta, repercutindo a aversão ao risco e com os investidores já apostando que o Banco Central vai desacelerar o ritmo de cortes da Selic agora. A curva de juros precificava 92 por cento de chances de redução de 0,75 ponto percentual da Selic no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) no final do mês e o restante era de apostas de 1 ponto. Na véspera, a maioria das apostas indicava corte de 1,25 ponto agora.

(com informações do Exame)