sexta-feira, 26 de maio de 2017

Delator da JBS fala de contratos fictícios do Ibope para beneficiar Renan e Henrique Alves

O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, entregou, como parte de sua delação premiada, ao Ministério Público Federal, contratos e notas fiscais que teriam sido utilizados para dissimular propinas à cúpula do PMDB. Entre os documentos que, segundo o delator, são “frios” e “fictícios”, estão números de notas fiscais emitidas pela JBS ao Ibope. “Fazia a pesquisa para eles [senadores] e pagava com essa propina. O Ibope recebia propina. Nunca fez um serviço para nós”.

O instituto reagiu com veemência à denúncia do executivo da JBS sobre emissão de notas fiscais frias. O delator ainda relatou que o Ibope teria sugerido contratos fraudulentos para justificar os repasses da JBS. “Inclusive, eles várias vezes mandavam um contrato com,veemência à denúncia do executivo da JBS sobre emissão de notas fiscais frias”.

Segundo o delator, no caso de Renan Calheiros, parte das propinas seriam utilizadas para “preparar” a eleição do peemedebista à presidência do Senado e a outra parte teria como destino a campanha do filho dele ao governo de Alagoas. Os valores repassados ao atual líder do PMDB no Senado chegaram aos R$ 9,9 milhões, de acordo com o delator. Parte deles foi justificada por meio de pagamentos ao Ibope.

Á Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) teria recebido R$ 3 milhões, para campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014. Do total, R$ 1 milhão foi doado oficialmente ao PMDB Nacional, “em nome do Henrique” e outra parte foi por meio de contratos de advocacia e de consultoria, e termos firmados com o Ibope.

(com informações do Portal Uol)