quinta-feira, 20 de abril de 2017

Deputados delatados pela Odebrecht comandam reforma política

Comandada por dois deputados que serão investigados após as delações da Odebrecht, a comissão da reforma política se reuniu nesta terça-feira (18/4), e, mesmo sob as críticas de alguns parlamentares, deu seguimento às discussões sobre mudanças nas regras do sistema político-eleitoral brasileiro.

O relator da comissão, deputado Vicente Cândido (PT-SP), e o presidente do colegiado, Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), estão na lista dos políticos alvos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) defendeu, durante a reunião do colegiado, que o Congresso atual não tem legitimidade para fazer uma reforma que poderá beneficiar diretamente os políticos implicados na Lava Jato.

Vicente Cândido rebateu as críticas da parlamentar. “Eu não acho que, por causa de uma ou outra acusação, que o Congresso Nacional tem que ficar esperando a banda passar. Acho que o momento de crise é o momento de acelerar e de fazer as reformas que estão aqui pendentes”, defendeu.

O deputado afirmou não ter nenhum “constrangimento” em permanecer como relator da comissão mesmo após o ministro do STF Edson Fachin ter autorizado a abertura de inquérito contra ele.

SAIBA MAIS
No total, 39 deputados, 24 senadores e 8 ministros serão investigados sob a suspeita de terem recebido recursos ilícitos da empreiteira, seja via caixa 2 de campanha ou propina.

Vicente Cândido, por exemplo, foi acusado de receber R$ 50 mil durante a campanha para auxiliar na busca por financiamento para a construção do estádio do Corinthians.

Lúcio Vieira Lima teria recebido R$ 1 milhão para ajudar a aprovar uma medida provisória no Congresso. Ambos negam as acusações.

(com informações da Exame.com)