quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Leônidas Cristino faz discurso no plenário da Câmara Federal sobre “Os seis meses do governo Temer"

O governo do presidente Michael Temer chega a seis meses com demonstrações acerbadas dos efeitos de seus vícios de origem. Já se fazem sentir os efeitos da fadiga do material ruim usado na sua estrutura e da corrosão que compromete o todo da obra.

Após seis meses, o Brasil já percebe que o governo prometeu, mas não entregou resultados nas duas principais demandas da sociedade: A retomada do crescimento econômico e a defesa da ética na política. Esses dois anseios de setores do País, que foram usados num golpe parlamentar para depor o governo da presidente Dilma Rousseff, continuam a clamar por atendimento satisfatório.

O repúdio da opinião pública se expressa por meio da imprensa, em manifestações de rua contra esse estado de coisas.

A PEC 241 do teto dos gastos públicos, aprovada pela Câmara, agora PEC 55 em tramitação no Senado, agride direitos assegurados na Constituição de 1988 e vai estrangular avanços de políticas sociais na Saúde, Educação e outros serviços essenciais do governo. Com o desmonte do Estado de Bem-Estar, são retirados investimentos de áreas sociais, sem tocar no pagamento de juros da dívida, de longe a razão principal do déficit orçamentário.

Diziam que o atual governo iria restaurar a confiança dos agentes econômicos, mas os indicadores do mercado sinalizam justamente o contrário.

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2017, projetada para modesto 1,6% pelo governo, já foi corrigida para baixo - 1% -, pelo Banco Central. A estimativa foi reduzida para 0,98% e depois para 0,80%, conforme Boletim Focus.

Segundo o IBGE, temos no País 12,022 milhões de desempregados. O IBGE divulgou aumento da taxa de desemprego em todas regiões do País no terceiro trimestre do ano, em comparação com igual período de 2015.

Diante desse panorama desolador, nem precisamos falar no péssimo índice de aprovação popular do governo Temer. É dos piores e reflete a realidade dos fatos. O que mal começou, já dá sinais de que está acabando. Na solidão do projeto de poder pelo poder, os aliados tendem a diminuir até restarem apenas cúmplices.

O Brasil não merece tamanha desventura.
Muito obrigado!

Leônidas Cristino
Deputado Federal – PDT/CE

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