sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

“É vergonhoso o Supremo se dobrar a um político que é réu e enfrenta mais 11 inquéritos”, dispara Ciro Gomes

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou, na última quarta-feira (7), em entrevista ao vivo Portal Brasil 247, pelo Facebook, que o Supremo Tribunal Federal “se dobrou” ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) ao mantê-lo no comando da Casa, mesmo após a decisão anterior do ministro Marco Aurélio Mello que determinava o afastamento do peemedebista.

Renan responde a 11 inquéritos no Supremo e mesmo assim foi mantido. Hoje, o Brasil não entende por que Cunha foi afastado e Renan não. Eu estou chocado. Argumentaram que a razão para afastar Cunha é que ele estava atrapalhando as investigações. E o Renan não estava? O caso do Renan é pior. Todos os ministros do Supremo são sabatinados no Senado. Então tem que ter maior severidade. O Supremo se dobrou a Renan. Se achou uma saída vergonhosa. E se usou como argumento que ele serve para garantir a aprovação da emenda 55, que vai paralisar os recursos para Saúde e Educação”, criticou.

Para Ciro, este episódio insere um elemento novo à crise brasileira. “Se introduz a última variável de insegurança: não contar com um Judiciário firme. Estamos em estado de anarquia”, disse. O ex-ministro avalia que o país está regredindo desde que se violou o presidencialismo, com o impeachment de Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade.

Sobre Lula, ele disse que os processos contra o petista na Lava Jato não têm nexo para condenação. Ciro diz esperar que o ex-presidente chegue a 2018 em condições de disputar a eleição, mas que opte por não ser candidato. “Não quero tirar o Lula do meio do caminho. Mas acho que a candidatura dele é um desserviço ao Brasil e a ele próprio. Ele projetará para os próximos 4 anos o mesmo processo de conflito radicalizado. A ele próprio será desserviço. Ele tem que fazer papel de grande estadista e dar passagem, usar a grande força que ele tem para ajudar a construir uma coisa nova”, defendeu.

(com informações do Click Politica)

Postar um comentário