quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Defesa de Eduardo Cunha fragiliza Temer

As fragilidades do governo do presidente Michel Temer aumentaram com as ameaças feitas pelo advogado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados, que está preso no Paraná por envolvimento na Lava Jato (e arrolou Temer como testemunha dele), apresentou 41 perguntas a serem feitas ao presidente, das quais 21 foram vetadas.

Mas as perguntas, aliadas aos pedidos de impeachment contra Temer, a formalização de investigações contra seus ministros e à possibilidade de novas delações a serem feitas pelos executivos da Odebrecht contra peemedebistas nos próximos dias, aumentaram a temperatura na base aliada, alerta para a governabilidade de Temer. A oposição se prepara para a apresentação de pedidos de impeachment em várias frentes, até o dia 10 de dezembro, mas há quem aguarde o resultado das próximas delações a serem feitas para a Justiça Federal, até o final do ano.

Condições de governabilidade
Por ocupar a presidência da República, Michel Temer tem a prerrogativa de responder às perguntas por escrito, mas o juiz federal Sérgio Moro cancelou o envio das que achou que não tinham ligação direta com o caso relacionado ao seu envolvimento com a Lava Jato.


(com informações da Rede Brasil)